“Sempre rondando à caça de homens, Chanel pôs os olhos em Igor Stravinski, Pablo Picasso, o grão-duque russo Dimitri Pavlovitch e o homem que amaria e por quem seria amada por toda a vida, Pierre Reverdy. É uma pena que Chanel e Ernest Hemingway nunca tenham ficado juntos. Com suas unhas, ela esvaziaria o ego machista e inflado de Papa. Pois, por mais independente que fosse, Chanel, esse dínamo de criatividade, precisava de amor e admiração. Precisava ter um homem ao seu lado, sempre procurava o amor, mas nunca se satisfazia. Numa de suas máximas ela escreveu: ‘Não se sentir amada é se sentir rejeitada, em qualquer idade’.”
Recémm publicada biografia de Gabrielle Chanel (1883-1971), que revela minúcias de um período da sua vida tão comentado, mas até então não entendido. Os anos negros da mulher que inventou o pretinho básico estão relatados em Dormindo com o Inimigo – a guerra secreta de Coco Chanel, do jornalista americano Hal Vaughan.
Lá, você descobrirá fatos da vida íntima de Chanel: seus amantes, o antissemitismo e a homofobia. Os bastidores da criação de ícones da maison e, o ponto alto da história: sua colaboração com o nazismo durante a ocupação da França. E, também, o que aconteceu durante seu exílio.
Texto ótimo, fluido, leve, boa leitura, daquelas que não cansa. Muitos não gostam de biografias porque se confundem com o desfiar de nomes de personagens: isso não vai acontecer, garanto. Tudo é muito claro, raciocínio bem organizado, história bem contada. Acervo incrível de fotos.
VAUGHAN, Hal. Dormindo com o Inimigo: A Guerra Secreta de Coco Chanel. São Paulo, Companhia das Letras, 2011.
p.s: Toda virada de ano o WordPress manda para os autores as estatísticas de seus blogs. Dá para saber, entre outras coisas, quais times estão ganhando. Chanel é um deles. Todos os posts que faço sobre o assunto são sucesso. Aproveito para, com atraso, desejar um 2012 incrível para todos e agradecer as visitas passadas, presentes e futuras. um abraço!


Acho que todos têm direito a um núcleo de princípios dos quais não abram mão, não transijam nunca. Não perdôo quem coloaborou com o nazismo. Acho mais fácil perdoar um nazista que agia por convicção ideológica, do que uma francesa traindo a dignidade do próprio país. Não me interessei em saber como ela agiu, porque não faz diferença. Depois que soube desse aspecto da vida dela, me desinteressei, me decepcionei. Não uso mais nem o perfume.